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quarta-feira, 1 de abril de 2020

Eleições EUA 2020: Principais Candidatos, Propostas e Pesquisas


Um dos pleitos de destaque em 2020 são as eleições nos EUA – e faz todo sentido que os olhos do mundo se voltem para o evento.

Afinal, é nele que será decidido o futuro líder da nação mais poderosa do planeta, o que impacta todos os demais países, em maior ou menor grau.

Além do resultado em si, a dinâmica do período eleitoral chama a atenção, pois envolve uma série de etapas, como a escolha de delegados e a disputa entre políticos de um mesmo partido pelo direito à candidatura.

Ao longo deste artigo, vamos explicar o processo, falar sobre os candidatos, propostas e expectativas para as eleições norte-americanas.

Confira a relação de tópicos que você vai acompanhar a partir de agora:
Candidatos das eleições dos EUA 2020
Como funcionam as eleições dos EUA
Principais partidos das eleições dos EUA
Propostas dos principais candidatos
Agenda das eleições EUA 2020
Pesquisas sobre as eleições EUA 2020
Impactos das eleições EUA 220 no Brasil.

Boa leitura!


Candidatos das eleições dos EUA 2020

Candidatos das eleições dos EUA 2020

O processo eleitoral nos Estados Unidos começa no ano anterior às eleições, com a manifestação dos pré-candidatos em cada partido.

Assim, os candidatos oficiais dos dois maiores partidos – Democratas e Republicanos – só serão nomeados em julho e agosto, mas vamos descrever os principais pré-candidatos.

Mais à frente, detalhamos como ocorrem as eleições nos EUA e as principais propostas dos políticos que desejam ocupar a Casa Branca.

Joe Biden
É um dos nomes mais cotados para concorrer à presidência dos EUA, pelo Partido Democrata.

Biden foi vice-presidente durante o mandato de Barack Obama, que liderou o país de 2009 a 2017.

Aos 77 anos, desfruta da popularidade e o legado positivo deixados por Obama, somados à popularidade entre eleitores mais velhos e negros.

Biden é considerado centrista, ou seja, apresenta propostas mais moderadas para governar a nação.

Bernie Sanders
Outro pré-candidato pelos Democratas, o senador tem conquistado o apoio, em especial, da população jovem e insatisfeita com o sistema atual, que deseja mudanças profundas.

Mais radical, Sanders é considerado esquerdista, sustentando uma visão que foca na redução das desigualdades sociais e maior intervenção do Estado em serviços de primeira necessidade.

Com 78 anos de idade, pode enfrentar problemas no campo da saúde, pois sofreu um infarto em 2019.

Donald Trump
Atual presidente dos Estados Unidos, Trump recebeu o apoio do Partido Republicano para se candidatar à reeleição.

Antes de assumir a presidência, atuava como empresário e personalidade em grandes eventos e programas de televisão, a exemplo do reality show The Apprentice.

Trump é uma figura polêmica que conquistou a confiança de eleitores mais conservadores, que desejavam uma política centrada no nacionalismo e medidas protecionistas.

Desde as eleições de 2016, esteve envolvido em questões controversas, como acusações de sexismo e má conduta sexual, além da proposta de construção de um muro na fronteira dos EUA com o México, a fim de impedir a passagem de imigrantes ilegais.

William Weld
Apesar da provável nomeação de Donald Trump, o ex-governador do estado de Massachusetts galgou sua pré-candidatura pelo Partido Republicano ainda em 2019.

Weld faz uma linha conservadora, porém, mais moderada, sendo crítico da política anti imigrantes de Trump.

Como funcionam as eleições dos EUA
Como funcionam as eleições dos EUA

Para nós brasileiros, acostumados com o nosso sistema eleitoral, o pleito americano pode parecer um tanto confuso.

Em reportagem do portal Uol, o professor de relações internacionais, Carlos Gustavo Poggio, define as eleições nos EUA da seguinte forma:

“O eleitor americano não vota no presidente, ele seleciona pessoas, os delegados, que vão compor o colégio eleitoral. É um meio-termo entre um parlamentarismo e o voto direto”.

Ele se refere às principais características do complexo processo eleitoral naquele país, baseado em colegiados eleitorais, prévias e a escolha de delegados.

O sistema é bem diferente das eleições brasileiras, que são diretas, por voto popular e obrigatório e permitem que os próprios partidos definam a dinâmica para lançar seus candidatos – que costuma ocorrer através de processos internos.

Conheça, a seguir, os principais ritos das eleições norte-americanas.

Primárias e Caucus
São eventos prévios, feitos no primeiro semestre do ano eleitoral, que servem para que a população dos estados eleja seus delegados.

Dependendo das regras dos estados, o voto em delegados é permitido para qualquer cidadão, para quem tiver filiação partidária ou se enquadrar em outros requisitos.

Lembrando que os estados têm grande liberdade nos EUA, que se definem como confederação.

Após a primária ou caucus, os delegados eleitos compõem o colegiado eleitoral, grupo que vai participar da convenção partidária, quando é nomeado o candidato oficial daquele partido.

Ao se elegerem, os delegados já apoiam um dos pré-candidatos e deverão expressar essa escolha na convenção.

Convenção Nacional
Representada de modo indireto pelos delegados, a população acompanha as convenções partidárias, mas não tem participação ativa nesses encontros.

Apenas os delegados, membros de partidos, pré-candidatos e profissionais que atuam em suas campanhas têm atividades durante as convenções, realizadas no meio do ano eleitoral.

Durante o evento, ganha o pré-candidato que tiver o apoio de mais delegados.

Ele se torna o candidato oficial pelo partido, escolhendo seu vice-presidente.

Eleições
Por fim, em novembro, ocorrem as eleições de fato.

Mais uma vez, não há um padrão para a dinâmica, que pode ser realizada através de urna eletrônica, cédulas em papel, etc – dependendo da legislação estadual.

O rito da eleição também se dá por voto indireto, sendo os delegados representantes da população nas urnas.

A quantidade de delegados varia conforme a população de cada estado, totalizando 538.

O novo presidente deve obter a maioria dos votos, ou seja, pelo menos 270.

Mas essa conta não é tão simples, porque, na maioria dos estados – exceto Nebraska e Maine -, é o vencedor quem contabiliza o voto de todos os delegados.

Ou seja, mesmo que um deles tenha 31 delegados, por exemplo, e um candidato ganhe por 16 a 15, ele leva os votos de todos os 31.

É por isso que o presidente norte-americano pode ser eleito sem conseguir a maior parte dos votos diretos.

Basta que ele seja vitorioso em estados com grande número de delegados.

Principais partidos das eleições dos EUA
Principais partidos das eleições dos EUA

Você já deve ter ouvido falar que o país tem apenas dois partidos.

Porém, não é bem assim.

Na verdade, a legislação dos Estados Unidos não limita a quantidade de partidos, permitindo a existência de uma série deles.

O que acontece é que apenas dois têm força real para competir nas eleições presidenciais.

É por isso que, durante o processo, a imprensa norte-americana destaca apenas os ritos dos partidos Republicano e Democrata, que são os que vão lançar candidatos ao comando da nação.

Abaixo, trazemos informações para você saber mais sobre esses e outros partidos.

Partido Republicano
Atualmente, os Republicanos representam a parcela mais tradicional e conservadora da população dos EUA, mas nem sempre foi assim.

O partido surgiu em 1854, época em que a escravidão ainda era comum no país e no mundo.

Uma de suas pautas principais era, justamente, o combate à cultura escravista.

Em 1860, conseguiu eleger seu primeiro presidente, Abraham Lincoln, que ficou famoso por defender uma sociedade mais justa e igualitária.

Os ideais conservadores vieram, principalmente, após a Segunda Guerra Mundial, quando os Republicanos combateram o comunismo, e foram reforçados com o fim da Guerra Fria.

Além de Lincoln, Ronald Reagan e George W. Bush comandaram os Estados Unidos sob a bandeira republicana.

Segundo esta notícia do portal Terra, o partido conta com maioria no Congresso e no comando dos estados, tendo elegido 28 dos 50 governadores atuais.

É mais popular entre a população branca, defensora do capitalismo e religiosa, sendo preferido por 30% dos eleitores naquela nação.

Partido Democrata
É o partido mais antigo dos EUA, tendo sido fundado em 1833 por estados do sul e apoiadores da escravidão.

Ou seja, teve início defendendo uma ideologia mais conservadora.

No entanto, esse cenário mudou pouco antes da Segunda Guerra Mundial, quando Franklin Delano Roosevelt assumiu a liderança dos Democratas.

Após o encerramento do conflito, o partido se consolidou com uma posição de centro-esquerda, lutando pelas minorias, como latinos, e igualdade racial.

John F. Kennedy, Bill Clinton e Barack Obama estão entre os presidentes democratas mais famosos.

Cerca de 34% dos eleitores dos Estados Unidos se consideram democratas, sendo que sua maior parte se concentra nos estados do litoral e metrópoles como Nova Iorque.

Partido Libertário
É o terceiro maior partido dos Estados Unidos, com cerca de 411 mil filiados.

Foi fundado durante o governo do republicano Richard Nixon (1969-1974), como uma opção para aqueles que acreditam nos ideais do liberalismo.

A filosofia do partido promove um Estado mínimo, com poucas regras e intervenções, valorizando a propriedade privada, redução de impostos e direitos individuais.

Por isso, defende que o governo não deve interferir em questões como o aborto, orientação sexual, posse e consumo de drogas de uso pessoal, ou mesmo baixar leis sobre prostituição.

Apesar de pequeno, candidatos do Partido Libertário já chegaram a influenciar eleições presidenciais nos EUA, a exemplo da última, em 2016.

Na ocasião, o candidato Gary Johnson, ex-governador do Novo México, alcançou 10% das intenções de voto em pesquisa divulgada pelo “Morning Consult”.

Partido Verde
Com seus 248 mil filiados, o Partido Verde norte-americano segue pautas similares aos partidos homônimos no resto do planeta – incluindo o brasileiro.

O grupo adota premissas socialistas, a exemplo da igualdade de direitos, combate ao racismo, à homofobia e luta pela preservação dos recursos ambientais.

Seus integrantes nunca obtiveram cadeiras no Congresso, mas já conseguiram lugar em assembleias estaduais.

Partido da Constituição
Nasceu em 1992, com um nome diferente: Partido dos Contribuintes Americanos.

Sete anos mais tarde, seus membros resolveram que Partido da Constituição era mais adequado, pois faz referência ao documento norteador das propostas do grupo – a constituição norte-americana.

Seguindo essa linha, seus integrantes seguem preceitos dos chamados pais fundadores da nação, ansiando pelo comando com base em fundamentos bíblicos e valores conservadores.

Tem aproximadamente 360 mil filiados.

Outros Partidos
Assim como o Brasil, os EUA têm dezenas de partidos políticos de menor expressão.

Conforme esta reportagem do UOL, são mais de 70 grupos registrados, muitos deles atuantes em nível regional ou na defesa de pautas ideológicas específicas.

Abaixo, listamos alguns que você talvez não conheça:
Partido da Liberdade Cristã
Partido Comunista
Movimento Nacional Socialista (defensor do nazismo)
Partido da Nutrição
Partido da Maconha.

Propostas dos principais candidatos

Ao longo do artigo, você já conheceu o perfil dos principais pré-candidatos às eleições dos EUA em 2020.

Agora, vamos apresentar um apanhado com suas propostas centrais.

Acompanhe!

Propostas de Joe Biden
Como herdeiro político de Barack Obama, o democrata pretende expandir o projeto de saúde do ex-presidente, conhecido como Obamacare.

Embora não proponha um sistema de saúde universal, como o SUS brasileiro, o programa tem como objetivo oferecer cobertura médica a partir de valores acessíveis, preservando a população de dívidas altas quando necessitam de cuidados de saúde.

Biden também propõe aumentar as medidas de proteção a trabalhadores mais vulneráveis, como aqueles que atuam em indústrias de fast-food e manufatura.

Propostas de Bernie Sanders
Sustenta pautas esquerdistas, planejando estender o cuidado médico para todos – algo parecido com o SUS.

Também defende o ensino superior gratuito, democratizando o acesso às universidades, e limitações econômicas ao poder exercido por bilionários nos Estados Unidos.

Propostas de William Weld
Ainda na corrida para ser eleito candidato pelo Partido Republicano, Weld, de 73 anos, adota uma postura moderada, especialmente quanto a assuntos polêmicos.

O pré-candidato defende a reforma das leis de imigração, porém, livre de medidas extremas, como a deportação de imigrantes ilegais nos EUA.

Sua plataforma também apoia a contenção fis
cal e políticas liberais, a exemplo do livre comércio.

Propostas de Donald Trump
Buscando a reeleição, o atual presidente dos EUA utilizou um discurso oficial (o Estado da União), em março, para ressaltar suas propostas de campanha.

Durante sua fala, o republicano recordou seu suporte contra regimes socialistas em países como Venezuela e Cuba.

Prometeu, ainda, concluir a construção do muro na fronteira com o México e manter a expulsão de imigrantes que entrarem no país de forma ilegal.

Caso seja reeleito, ele pretende encerrar a participação dos Estados Unidos em guerras no Oriente Médio e apoiar o porte de armas de cidadãos norte-americanos.

Também compartilhou seus planos para a saúde, que deverá continuar privada e precificada de acordo com a livre concorrência entre os serviços de hospitais, clínicas e profissionais do setor.

Agenda das eleições EUA 2020
Agenda das eleições EUA 2020

A agenda das eleições dos EUA em 2020 é formada por quatro etapas principais.

Veja quais são elas:

1. Eventos prévios (entre 3 de fevereiro e 7 de junho)
2. Convenção Nacional do Partido Democrata (de 13 a 16 de julho)
3. Convenção Nacional do Partido Republicano (de 24 a 27 de agosto)
4. Eleições presidenciais (3 de novembro).

A programação teve início com a chamada Super Terça, data em que eventos para a escolha de delegados foram realizados, simultaneamente, em 16 estados e territórios norte-americanos.

Pesquisas sobre as eleições EUA 2020
Segundo análise do site RealClearPolitics, o Presidente Donald Trump tem chances consideráveis de se reeleger, pois contava, no fim de 2019, com 42,6% de aprovação entre os norte-americanos.

Porém, pesquisas nacionais divulgadas na mesma época apontam riscos para o republicano, que aparece derrotado pelo voto absoluto diante dos principais pré-candidatos democratas.

Em levantamento conduzido pelo jornal The Washington Post e a rede de televisão ABC News, ao disputar a presidência com Joe Biden, Trump perderia por 39% a 56% dos votos nacionais.

Também seria superado por Bernie Sanders, com o placar de 40% a 55%.

Outra sondagem nacional, realizada pela emissora NBC e o jornal The Wall Street Journal, reafirma o cenário favorável aos democratas.

Segundo o levantamento, Trump ficaria atrás de Biden por 9 pontos percentuais, e teria 8 pontos menos que Sanders.

Um terceiro estudo, divulgado pela Fox News, se mostrou negativo para Trump, que perderia de Biden por 12 pontos percentuais, e de Sanders, por 8 pontos.

Vale lembrar, contudo, que essas pesquisas estimam a quantidade de votos, e não de delegados, o que pode levar a equívocos.

Pensando nisso, o jornal The New York Times se uniu à faculdade Siena College para conduzir uma sondagem que levasse em consideração a popularidade dos pré-candidatos em estados estratégicos, que, tradicionalmente, não têm preferência por Republicanos ou Democratas.

Nesse caso, apenas Joe Biden sairia vitorioso de uma disputa com Trump, conquistando os delegados de Arizona, Flórida, Pensilvânia e Wisconsin.

Impactos das eleições EUA 2020 no Brasil
O vncedor das eleições dos EUA em 2020 assumirá a frente da maior economia do mundo.

Esse fato impacta todos os países do planeta, seja em maior ou menor proporção.

Dependendo do resultado do processo, o Brasil poderá ser afetado, especialmente no setor econômico, com o aumento de taxas e a diminuição na quantidade de produtos importados.

Máquinas e autopeças, por exemplo, têm sido compradas pelos EUA de fabricantes brasileiros, principalmente devido à guerra comercial que aquele país instaurou contra a China, desde 2018.

Apesar da aparente amizade entre os presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump, essa proximidade ainda não gerou benefícios concretos para o Brasil.

É inegável que ambos os governantes adotam políticas semelhantes, com discursos polêmicos contra a imprensa e uma postura conservadora.

No entanto, se Trump for reeleito e mantiver sua promessa a Bolsonaro, poderá ajudar o Brasil a entrar na OCDE, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico.


Conclusão
Neste artigo, falamos sobre o processo de eleições nos EUA, com destaque para os rituais, candidatos e particularidades em 2020.

Além desses fatores, a crise mundial provocada pelo avanço do coronavírus deverá influenciar a escolha dos norte-americanos, voltando sua atenção para assuntos de saúde e trabalho.

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FONTE: FIA

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